quarta-feira, 25 de julho de 2007
Burocratas da bola!

A arte de jogar futebol está sendo ameaçada por burocratas de plantão!
É assim, ou quase assim, que os fatos vêem ocorrendo quando se fala deste que é a maior paixão do brasileiro. É muito “disque me disque” envolvendo o óbvio do esporte. Creio estar chegando a hora de pararmos de analisar o futebol como uma guerra (falo do excesso de estratégia) e começarmos a analisar como os fatos ocorrem dentro das quatro linhas. Constantemente vejo técnicos serem julgados pelo número de “volantes” que colocam em campo, como se tal fato definisse a ofensividade ou a retranca de seus times. Não! Não é assim que funciona, ao menos não com o excesso de analises matemáticas que são feitas quase que diariamente por aqueles que se julgam conhecedores do esporte. Em uma conversa com amigos falei que um “meio campo” pode tranqüilamente funcionar com quatro volantes…e pode sim! Basta que estes “tidos”como volantes possuam características de “chegada” e “marcação” e vamos parar de conversa fiada, pois já tivemos inúmeros motivos para acreditar em tal fato. O próprio sr Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, foi rotulado de retranqueiro por jogar com quatro volantes, e somente após a conquista da copa América que passaram a analisar seu time como tendo três volantes! Ou seja…Julio Baptista antes da final era volante, e após a mesma lembraram que tratava-se de um jogador de chegada efetiva ao ataque! Futebol é aproximação com ocupação de espaço, e ninguém poderá falar o contrario.
Alguns pensadores do passado imortalizaram suas frases a respeito do futebol e entre elas gosto mais da de Gentil Cardoso “ quem tem a bola joga e quem não tem marca.”
Não seria esta a forma mais simples de explicar o esporte?
Aos burocratas digo que o melhor a fazer é deixar os técnicos de futebol em paz.
Um abraço.
criado por poetacronista
07:37:57 — Arquivado em: 
