segunda-feira, 23 de julho de 2007
Feliz qualquer coisa!

Bem,
Depois de mais um dia do amigo (e prestes a comemorar no dia de hoje o dia de qualquer coisa) paro e dou um tempo! É um tempo total, um tempo para tudo que me circunda. Nada de Pan, nada de ACM, nada de dia disto ou daquilo, e finalmente começo a pensar em assuntos mais condizentes com nossa vida. Sei… Sou o ranzinza da crônica eletrônica (este foi o ultimo adjetivo carinhoso que recebi), mas, pergunto: o que ganhamos com comemorações como estas? E o desastre em congonhas? Será esquecido em quantas semanas? Duas? Ou quem sabe… Três? É exatamente assim que nossas vidas desenvolvem-se, com “soros” para todas as desgraças enquanto tudo o que há de nocivo ocorre ao nosso redor.
A moda agora é acordar em pleno domingo e assistir a brasileiros no alto do podium. Calma! Não tomem conclusões precipitadas, sou um amante do esporte, aliás, amante inveterado, apenas creio que as situações traumatizantes deveriam ser tratadas com mais profissionalismo e importância por todos os membros da crônica. Sempre que vejo um brasileiro no alto do podium penso em alguns fatores que “faltam” na hora da comemoração. Por exemplo, quantos “leitores” desta crônica ao verem nossos atletas no alto do podium ficam em pé para acompanhar o hino nacional? E por quantas vezes lembram que junto de tal cerimônia está a falta de recursos para uma melhor organização do evento? E por quantas vezes fazem comentários do tipo “isto não mudará minha vida, apenas resgatará o orgulho de ser brasileiro”?
Creio que nunca ou, quase nunca, tais cerimônias sejam acompanhadas destes gestos e atitudes.
Ah, mais um lembrete em final de dia… Após o Pan iniciará o "Para – pan", e certamente teremos pouquíssimas matérias na imprensa, fazendo menção a tese de que organizar competições com deficientes serve apenas para limpar a consciência de todos os gestos preconceituosos que temos ao longo de nossas vidas.
Algumas coisas são realmente lamentáveis e ano após ano elas se repetem. Um ano é o Pan, no outro temos olimpíada, depois os mundiais individuais de cada categoria esportiva, até chegarmos (ao menos no Brasil) ao evento de maior repercussão… A Copa do Mundo de Futebol! E é assim que gira o mundo. Com eventos capazes de confraternizar os povos e dar subsídios para as “artimanhas e peripécias” de nossos “homens públicos”.
Talvez eu seja mesmo muito ranzinza ou quem sabe até provido de um intelecto “anti-soro” é isto! Acho que descobri o antídoto para a enganosa postura de nossos políticos e representantes da mídia amiga.
Bem…
Está na hora de tomar meus remédios
Um abraço.
criado por poetacronista
09:36:15 — Arquivado em: 
