sexta-feira, 8 de maio de 2009
mudança
NOVO ENDEREÇO
POETACRONISTA.BLOGSPOT.COM
SEJAM BEM VINDOS POR LÁ!
NOVO ENDEREÇO
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SEJAM BEM VINDOS POR LÁ!
Acabou o terremoto; é tempo de recuperação de um luto doloroso como todos os outros, mas com a preocupante condição de órfão. Enfim, passados quase dez dias, é tempo de reerguer os ombros e focar olhos na gravata do morro, ou nas cortinas do horizonte.
Agradeço a todos àqueles que estiveram no velório ou no enterro, e peço perdão aos que não pude comunicar com antecedência. Os amigos nesta hora são fundamentais - seja na palavra de consolo ou no simples olhar de motivação.
Alguns choram juntos, outros apenas servem de escora para o queixo caído, mas todos demonstram, de uma forma ou de outra, o respeito pela dor do próximo. Hoje acordei com motivação para seguir a vida e manter nos filhos algumas coisas que papai criou em mim: Respeito e caráter. Amor e altruísmo; e honestidade acima de tudo.
O dia amanheceu com queda na temperatura, mas com o sol gracioso e imponente conforme a prerrogativa que só ele tem. Papai descanse em paz; Obrigado pelos ensinamentos e por tudo o que fez. A todos uma boa tarde.
Um abraço
Corpos buscando a atenção do firmamento; tento respirar como criança, mas não aprendo. Retocado em maquiagens profanas enxergo o povo e seus ritos cabais. Descortino a sala de espera permeando sentidos e sonhos fatais. Seus olhos descolorem e de forma machadiana dão ao amanhecer duas auroras. Carrego nas costas a culpa de não ter errado jamais. Deito e durmo; choro. Não sou capaz.
No dia primeiro após a noite segunda, sou o revolto prisioneiro de uma prece que não quis rezar. Diviso a ternura da artéria rompida; rompo também laços de amizade e amor. Amanheci triste como outrora. Papai não quis melhorar. Léguas me deixaram com a culpa de não ter externado a intensidade necessária. Cabeça pra frente e bola pra rede; são dele estes conselhos também.
Lembro de engravatar o radio sintonizando em programas diários e conservadores; as paredes debocham de minha face. Semblantes de concreto e tinta. Zíperes que lacram as páginas de escritos gregos e hebraicos. Sou um pobre poeta a se indignar. Levanto de manha e o flagelo de meu corpo responde com cansaço. Mais um dia. Mais uma luta; não posso me entregar.
…
Quero mentes tibetanas indo ao apocalíptico mar da destruição. Quero poder decorar as escritas sagradas apenas para começar tudo novamente. Decifrar os apócrifos - e saber onde que seu encaixe faria sentido afinal. Ter sementes germinadas na carteira para plantar árvores prontas e carregadas de muita sabedoria e paz.
Gostaria de montar no cavalo pela maior das estradas do saber. Ser amado por características e acertos; e saber reconhecer nos defeitos a sabedoria da criação. Inundar a sala sempre que nela adentrar, mas nunca deixar de ter com os amigos a execução de nossas leis. Gostaria de sorrir da mesma forma que eu choro, e quando todos os amores pintarem neste solo, ser o primeiro a dar abraços e palavras de boa fé.
Elucidar a altivez humana a cada sentido anti-horário, e quando a leva de preces for mundana, guiar todos para o simples, o forte, e o ambíguo dicionário. Ser rodeado de fãs que aplaudem, mas não sabem por que fazem, e após a primeira tormenta, entender que musica é algo para ser cantado, embora a humanidade insista em reerguer seus bezerros de ouro a cada dúvida ou fraqueza em seu crer.
Mensurar pecados para que sirvam de exemplo, ao invés de montar em hipocrisia dizendo que jamais o farão novamente. Serpentear a estupidez arcaica traçando caminhos pelos registros medievais e quando historias forem contadas desconfiem… Nem tudo é como fora contado na infância. Nenhuma historia seguiu a verdade em abundancia. Somos humanos; capazes de tudo, inclusive de mentir.
Um abraço.
Preciso reeditar tróia e Esparta; focar olhos nos prazeres da vida, no afã de amenizar a indignação que sinto agora. Preciso, e procuro esconder problemas de ordem pessoal, mas o grito sai mesmo sem mover lábios. Talvez o déspota da antiga Mongólia soubesse como lidar com obstáculos.
Chorei pela noite sem lágrimas derramar. Acabou o estoque! O sol teimava em queimar pensamentos, mesmo durante a noite de uma quarta-feira qualquer. Estou lendo Machado, mas preciso mesmo é dar machadadas em alguém. Teoricamente falando, leio três assuntos distintos todas às noites. Escrituras sagradas; pseudo-sagradas e um pouco de ficção que não faz mal a ninguém.
A tortura da idade media talvez fosse pouco para aqueles que não sabem lidar com a saúde de um ser. Ontem, a noite foi marcante e desoladora. Hoje, espero noticias que percorram as artérias de meu corpo, transformando-as mesmo, que pouco a pouco, em nervosas cordas de uma harpa gaulesa e desigual.
Mas as noticias não chegam… Perdão àqueles que estiverem lendo… Melhor, seria não repartir mágoas com ninguém.
Desculpem-me, um abraço.
Sou o cavalo que inveja pegasus; não pelas asas, mas sim pelo branco de suas patas e pela altivez de seu eu. Sou aquele que aprendeu a ler a bíblia; que infestou os corações da vida, mas quando se disse agnóstico, criou orações em meio a acrósticos para defender em hipocrisia sua falta de qualquer fé.
Sou o poeta que disse adeus a maresia, mas abraçou a maior de todas as praias de uma ilha, quando o convite foi feito pelo rei. Sou o mais nobre fidalgo dentre os aristocratas, e o pesadelo da hipnótica caminhada de um simples e irrisório funeral.
Criei távolas quadradas para não esquecer que lugar de rei é na cabeceira, desculpe Arthur, mas a hipocrisia deu poderes ao seu amigo traidor. Encontrei perfeição nos defeitos da criação e quando me deparei com o próprio criador… Agradeci pelo dom da poesia - mesmo não acreditando em um ou no outro definidor.
Abracei meu filho forte como na primeira vez, e suspirei todas as lágrimas pra não ter que as chorar. Olhei para a aurora, mas não encontrei nada do tipo boreal. Morri quatro vezes e descobri que tenho cinco vidas - lamento não ser felino ou imortal. Li manuscritos e pergaminhos; ouvi gritos pelos caminhos, e quando todos tiveram fome, ataquei primeiro o parreiral.
Um abraço.
Em cima de retoques cheguei ao norte; achei belo e dicotômico, mas a “intensidade do amor cresce junto da evolução do ser”. Roubei a frase, não nestes moldes, mas roubei. O universo conspira como que parafraseando o alquimista; incerto; penoso; duradouro; talvez seja assim mesmo.
Problemas amontoados formam a iminente falta de solução. Ando triste. Doenças em família; dívidas de sangue são impagáveis. O sol acorda e com ele o descortinar do horizonte demonstra o impávido colosso. Mais uma cópia; mais um plágio em meu texto. Preciso estudar os livros que já li. Estudá-los desprende o raciocínio, mas exige mais tempo.
Li toda a estante e lembro de pouca coisa. Apenas frases marcantes e hipnóticas. O menestrel toca banjo sobre cordas; o sambista tem jeito triste. Ligeiramente depressivo. Não posso conceber piada em meio a samba. É preciso tristeza e o grande sambista rascunha o grito da forma que Vinicius ensinou.
Acordei lembrando frases e parágrafos. Lembrando grandes letristas e doutorandos. Admirando o saldo que ficou em fotografias como um Cigano tão bem nos contou. Acordei assim. Vontade de homenagear os grandes letristas, frasistas, escritores e poetas afins.
Mas acordei lembrando a frase de minha amada, com a qual iniciei o texto. “A pequena está crescendo, mas o meu amor cresce junto com ela”. É… Nenhum poeta supera o coração de uma mãe. Renata eu te amo.
Um abraço.
Avistei o púrpuro suspiro como quem olha a terra parar; divisei um horizonte nu, envolvido pelo único lobo, perante o sol a uivar. As águas do mar bateram em pedras e se fizeram unânimes em fúria e gloria. Desenvolvi meu oitavo sentido para matar-lhe de inveja e preocupação.
Fui o inócuo perdedor do jogo, mas de propósito liquidei faturas de ciúme, e enquanto todos me deixaram aos prantos, mudei costumes, intenções e até a forma de andar. Fiz a barba com foices e martelos, mas deixei o tom escarlate apenas no emblema do passado, ou em grêmios estudantis.
Descortinei revoltas criando métodos para compor odes e ditirambos medievais. Li filósofos e aprendi a cantar em desafino. Não ganhei nada ao ler os incompreendidos, mas escrevi cartas de amor para a grande mulher que aprendi a amar.
Retomei a vida sem os vícios que maltrataram meu corpo, e após a meia noite… Decidi não mais sentir sono. Fui sincero com a rainha e o rei. Fui o filho que todo pai sonhou em ter, mas em desespero senti culpa, por ter conhecido o filho da puta, que mentiu pra mim.
Hoje ressuscitei em data profana, e creio que aquarelas ficaram vermelhas de inveja e com gana… Deste fim tosco, fosco e sem cara de estar feliz.
Um abraço.
Tenho o inverso testemunho; o amor de um lado do outro mundo. Cercas de arame rosa com plumas e paetês de papel. O sol “amarelo-ouro” indica três horas da tarde. Lamento, mas no Japão já é noite e continuará sendo por algumas horas mais. Hoje serei franco, reto, sucinto e sincero! Quem não gosta de futebol que mude de página, porque é dele que irei falar!
Fui ao jogo do rival. É melhor. Não há compromisso ou sofrimento. Hoje joga meu time e creio que irei chorar. A noite estava temperada, com sabor de quero mais, e na próxima espero algo doce. Doce como a sobremesa de manjares divinos e outonais. Neste ano conviverei com expectativas até o final. Ano que vem tem eleição e copa do mundo. Torço pela reforma estatutária da nação - e que me mostrem a porta dos fundos! Devo sair à francesa? acho que não.
Quanto a copa, meu país entra na briga pra ganhar, mas não sei se ganha. Volantes aprenderam a jogar - e talvez este seja o maior de meus problemas. O futebol evoluiu de forma estranha; foi, voltou e está indo de novo! Sou do tempo que volantes jogavam e eram franzinos, mas depois disso foram redesenhados com físicos avantajados e cinturas quadradas. Viraram os famosos brucutus!
Agora já desfilam por nossos carpetes os pseudo setentistas Sandro e Willian Magrão (força garoto, estamos no aguardo) sem falar em Lucas Leiva e Hernanes! Acho que estamos no retrocesso rumo à década de 70. Os volantes voltaram a jogar. Nunca gostei tanto de futebol quanto agora.
Ontem assisti de camarote, ou melhor, arquibancada, uma vitoria sem problemas - e espero que hoje - as coisas sejam fáceis também.
Um abraço.